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  • Foto do escritorDuarte Dionísio

Unfleshed - “Twisted Path To Mutilation”

Atualizado: 28 de jan. de 2021

Marcha para a mutilação

Unfleshed - “Twisted Path To Mutilation”

Lançamento: 2020

Sonoridade: Death Metal

Editora: Larvae Records, LV030

Produção: Hugo A.

Capa: Samza Deathwalkersworks (desenho), Dark Hammer Studios (edição)

Formato: CD (audição em streaming)


Lista de músicas:

01 - Cadaveric Intercourse

02 - Cannibalistic Homicide

03 - Lingering Sore

04 - Covered In Shit Drowned In Piss

05 - Shotgun Fellatio

06 - March To The Slaugther

07 - Everlasting Insanity

08 - Divine Molestation

09 - Ripped From The Inside *

10 - Stabbed Full Of Mayhem *

11 - Inherently Dead *

12 - Plagued By Inveracity *

*Bonus Tracks - EP "Exhuming The Bastards" (2000)


A Larvae Records tem vindo a colocar no mercado de peso alguns álbuns de pura devastação sonora, ou até cerebral. É o caso da estreia discográfica dos Unfleshed, com o título “Twisted Path To Mutilation”. Um lançamento após mais e 20 anos de existência, que inclui a demo/EP de 2000. Diversas formações e recomeços foram adiando a composição de um álbum completo, que possibilitasse uma edição dos Unfleshed. No final de 2020, “Twisted Path To Mutilation” mostrou finalmente o que os músicos conceberam ao longo de vários anos. Um conjunto de mutilações e dilacerações executados por guitarras, baixo, bateria e voz. A concretização de tamanhas atrocidades não é cirúrgica, mas sim propositadamente cruel. É evidente a assunção de um cenário grotesco, com ferramentas pouco afiadas, onde a ferrugem corrói o aço com mais de 20 anos, utilizado no Death Metal poderoso e old school.


A lascívia pútrida da voz gutural invade o ambiente com duas camadas de ferocidade. A mais frequente é cavernosa e assombrosa. Mas em alguns momentos aparece uma personagem mais sanguinária a debitar um tom áspero e mais assassino. O som do baixo quase que se assemelha ao estalar de ossos a quebrar. Enquanto a bateria faz uso de ataques persistentes, libertando sons percussivos entre o cadavérico médio-agudo da tarola e o robusto bombar em peles humanas. O blastbeat é utilizado quando a chacina violadora atinge o pico. O manual do Death Metal foi estudado com aprumo no que respeita à diversidade de riffs utilizados. Rapidez, assertividade, brutalidade e um aguerrido sentido de exploração fazem das músicas autênticas mutações genéticas. Em “Twisted Path To Mutilation” não há canções de embalar, apenas puras e assustadores histórias de insanidade. O Death Metal tingido de Gore mutila os canais auditivos de princípio ao fim. Curioso ouvir um solo Heavy Metal em “Divine Molestation”, em jeito de epílogo, antes do EP de 2000 "Exhuming The Bastards. “Cannibalistic Homicide” possui momentos de insistência, como o degustar de uma refeição. As guitarras deleitam-se com gula em espasmos canibais. Em “Lingering Sore” aparece um riff a pender para o Thrash Metal, em jeito de massacre sádico. O início de “March To The Slaugther” é um atraente monólogo guitarrístico, que nos capta a atenção, para depois nos por a marchar até ao abate. “Everlasting Insanity” tem aquele ritmo inicial moderado e mais uma vez é uma ilusão, porque a música desfila um desvario insano de acordes e cadências. Os Unfleshed não inventam nem acrescentam nada de novo ao “velho” Death Metal de mestres do género como Cannibal Corpse, Morbid Angel, Suffocation, Immolation, Malevolent Creation, Deicide, Monstrosity. Fazem o que querem, mantêm a brutalidade bem presente e assumem o gosto pelo Metal de Morte. Este não é um menu para todos os gostos! Tortura para uns, prazer para outros.


Foto: Pedro dos Santos de Sousa


Músicos (que gravaram o álbum)

César C. – Baixo e Voz

David P. - Guitarras

José S. - Guitarras

Hugo A. - Bateria



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