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  • Foto do escritorDuarte Dionísio

Sanctus Nosferatu – "Samca"

Atualizado: 5 de fev. de 2021

Espírito maléfico dos Açores

Sanctus Nosferatu – "Samca"

Lançamento: 2012

Sonoridade: Death Metal, Black Metal, Thrash Metal

Editora: edição de autor, MPSCD12337

Produção: Ruben Moniz (captação e gravação) e André Tavares (edição e masterização)

Capa: Martin Fischer

Formato: CD (audição em streaming)


Lista de músicas:

1 - Astarteia

2 - Spiritus Magnus

3 - The Prophecy of Shackles

4 - Cannibalize Corpse

5 - Darvulia’s Apprentice

6 - Impregnated Dark Soul

7 - Nosferatu Jihad

8 - Revelation

9 - Reflection


Após oito anos, os Sanctus Nosferatu voltam a mostrar trabalho com uma música nova. “1.e4” é um tema totalmente diferente das composições passadas. Talvez pelas mudanças na formação e o tempo decorrido. Enquanto não sai o EP prometido, fica a análise ao álbum da década passada. A banda de São Miguel, nos Açores, lançou o único álbum até à data em 2012, numa edição independente. “Samca” é uma viagem alucinante pelo universo Blackened Death Metal, se assim se pode rotular. A música dos Sanctus Nosferatus é feroz e devoradora. A ferocidade é contrabalançada por uma subtil incursão pelo Melodic Death Metal. O que mais contribui para isso são as harmonias de guitarra. Estas possuem um movimento serpenteante que constrói melodias cativantes, embora intrépidas. O que acontece em praticamente todas as composições. Mas, por exemplo, em “Impregnated Dark Soul”, o espirito é muito negro, no entanto o massacre sonoro encontra subtileza a partir do meio da música, com os acordes de guitarra em pranto desolado. O som do baixo é impressionante pela ferocidade metálica do timbre. Obviamente por ser um baixo com mais de quatro cordas, o que atribui uma tonalidade progressiva às composições, como é o exemplo de “The Prophecy of Shackles“. A voz de Camila “Morticia” é versátil. As notas mais graves são interpretadas com growl Death Metal, no entanto há uma componente mais rasgada que remete para as vocalizações luciferinas do Black Metal. Para além disso, ainda debita uma voz limpa clerical. É certo que em poucas ocasiões, ainda assim cria um choque abismal, exemplo disso são os temas: “Astarteia”, “Spiritus Magnus“, “Nosferatu Jihad”, “Revelation“. Os ritmos percussivos captam a essência Black Metal, extravasam as “regras” do Thrash Metal e explodem as cadências do Death Metal. Do ritmo compassado ao blastbeat, o Nuno Costa desenha andamentos dinamitados.


“Samca” é um álbum que reúne inspirações, mas acima de tudo, os músicos souberam como arranjá-las num corpo musical próprio e de espírito maléfico. Afinal este demónio pode assumir diferentes formas. Por exemplo, “Cannibalize Corpse” é um tema interessante! Tem uns acordes que lembram Iron Maiden, um balanço quase groovy e ainda um riff que cria a sensação de suspense do tipo filme de Hollywood. As influências de Cradle Of Filth são notórias em “Darvulia’s Apprentice”, mas pouco importa essa ou outra inspiração. A sonoridade dos Sanctus Nosferatu é um misto vulcânico dos Açores, com as paisagens frias dos Fiordes. De uma forma ou de outra o mar, o oceano e as montanhas estão presentes na brutalidade mística e mitológica dos Sanctus Nosferatu, pelo menos neste álbum “Samca”. Resta esperar por mais petardos.


Foto: “DR”


Músicos (da esquerda para a direita)

Nuno Costa - Bateria

Nelson Félix - Guitarras

Camila “Morticia” - Voz

Nuno “Terceirence” - Baixo

Hélder Andrade - Guitarras



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