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  • Foto do escritorDuarte Dionísio

In Solitude - "Eternal"

Atualizado: 28 de jan. de 2021

Para sempre com espinhos no coração

In Solitude - "Eternal"

Lançamento: 1998

Sonoridade: Heavy Metal, Gothic Metal, Doom Metal

Editora: Grade, Independent Records, GCD98001

Produção: Luis Barros

Capa: Augusto Peixoto e Ni Rocha

Formato: CD


Lista de músicas:

1 - Heart of Thorns

2 - Winds of No Return

3 - Ethereal Dream

4 - Horizons Loss

5 - The Hurt Seasons

6 - Cry Without Tears

7 - A Dream Within Me

8 - In Purple Skies

9 - My Daisy

10 - Children of the Dark

Numa altura em que têm aparecido muitas reedições, em formatos e quantidades limitadas, também os In Solitude lançaram uma edição especial do primeiro álbum “Eternal”. Uma iniciativa do baterista Augusto Peixoto, que com os seus dotes de artista gráfico, concebeu um lançamento único e muito especial. No entanto, foi em 1998 que o álbum de estreia da banda saiu para a rua pela primeira vez. “Eternal” contém um conjunto de 10 músicas que refletem as influências, desejos e sonhos dos 5 músicos na altura. Incorporaram a vertente mais melódica e Gothic Metal de bandas como Paradise Lost, Anathema ou Amorphis, misturaram o Heavy Metal Português e o resultado é uma composição com densidade, peso, mas cruzada com melodia. As músicas têm particularidades interessantes, partes bem concebidas, trechos apelativos, fruto da confluência de estilos e vontades. Nem sempre a execução está à altura do objetivo, o que apenas espelha a tipicidade de uma banda em evolução, à procura de um caminho, ou melhor, à beira de encontrar o seu próprio som. É neste âmbito que se consegue identificar uma fresta onde pode caber a diferença. Apesar do som dos In Solitude conter elementos do sentimento dark do Gothic Metal, da decadência Doom Metal, mas também as bases e solos Heavy Metal, há uma onda envolvente distintiva.


Ao longo de “Eternal” a poesia está presente em cada lírica. Os versos expressam sonhos, visões, lamentos, desilusões, horizontes perdidos, conquistas, paisagens verdejantes, numa coerência entre textos e arte gráfica. O vocalista Sérgio Martins procura explorar os sentimentos com o seu timbre amargo, numa voz um pouco monocórdica ainda à procura de um padrão que melhor identifique o seu estilo vocal. Em “Ethereal Dream”, por exemplo, a voz perde a rispidez e tenta um timbre mais limpo, fazendo lembrar alguns vocalistas dos primórdios do Heavy Metal nacional. Mas em “A Dream Within Me” a aspereza vocal adensa-se. Na perspetiva de criar uma dualidade vocal aparece Ana Mónica com uma voz curiosa nos temas “Winds of No Return” e “In Purple Skies”, acrescentando um toque exótico, quase mediterrâneo, com as suas voltas e vibratos finais. Para além das melodias vocais, os desenhos ambientais de fundo são construídos em torno de uma certa sonoridade medieval, que os teclados imprimem às composições. Por vezes soam como um silvo de uma brisa que cruza uma conversa entre amigos. Baixo e bateria têm os seus momentos. O Augusto é certeiro e discreto, assumindo algum protagonismo no tema “My Daisy”, onde o ritmo é algo diferente do restante. Já o Eduardo está em bom plano no tema instrumental “Cry Without Tears”, onde o baixo encontra espaço para exibir qualidade e criatividade. Assim como em “Ethereal Dream” onde trava um duelo com os teclados, nas partes sem guitarra. O Tiago desenvolve a técnica de um guitarrista em crescendo, naquela altura. Protagoniza construções harmónicas onde sobressai o sentimento. As notas soam em lamento, quando as cordas da guitarra são estimuladas pelas palhetadas tensas. Por vezes o riff parece ficar em suspenso, como que a lastimar os espinhos no coração. Um dos exemplos é a balada “Horizons Loss”, com um solo de ir às lágrimas. Foi assim, que depois de alguns temas e demos apresentados para dar a conhecer a banda, surgiu este álbum gravado nos Rec'n'Roll e produzido por Luis Barros.


Foto: António Augusto Teixeira


Músicos (da esquerda para a dieita)

Augusto Peixoto - Bateria

Lisa Amaral - Teclados

Sérgio Martins - Voz

Tiago Sousa – Guitarras

Eduardo Borges - Baixo

e

Ana Mónica - Voz



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