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  • Foto do escritorDuarte Dionísio

Fire, The – "The Fire"

Rapazes com as almas em chamas

Fire, The – "The Fire"

Lançamento: 1994

Sonoridade: Hard Rock, Glam Metal, Hair Metal

Editora: Numérica, NUM 1026

Produção: Luis Barros

Capa: Numérica

Formato: CD


Lista de músicas:

1 - Swallow This

2 - So You Think I Am (Dr. Love)

3 - I Wanna Kiss Your Body (Naked)

4 - I'm a Bad Boy

5 - The Summertime Song

6 - From Love to Hate

7 - La Ratterica

8 - Behind the Church

9 - Waiting for an Angel

10 - Always the Same Story


Do Porto para o mundo do Hard Rock e Glam Metal, os The Fire lançaram em 1994 o álbum homónimo. Este primeiro lançamento discográfico da banda assenta a sonoridade no Glam Metal de bandas como Poison, Cinderela, Ratt e tantas outras referências do género. São dez canções com refrões fortes e cantados em coro, na maioria das vezes. Um dos convidados que emprestou a voz para os coros foi Jorge Marques dos Tarantula. A temática das líricas é característica das bandas que os influenciaram – relações amorosas, Rock’n’Roll e as vicissitudes da vida dos jovens. O Hard Rock/Glam Metal dos The Fire é algo comedido e compassado, mantendo uma linha melódica sempre presente. As poucas divagações encontram-se na música “So You Think I Am (Dr. Love)”, onde há uma ligeira aventura pelo Funky, com slap bass e um ritmo mais irrequieto. O tema “I'm a Bad Boy” tem uma abordagem mais próxima de AC/DC, banda que também terá sido uma referência para os músicos. A balada “The Summertime Song” aproxima-se de “Every Rose Has Its Thorn” dos Poison, com linhas melódicas próximas de uns D.A.D., talvez porque a voz de Rui Kid tem um timbre parecido ao de Jesper Binzer. Essa rouquidão na voz trazia a sensualidade necessária a uma banda que atraía muitas jovens do género feminino. A balada conta também com a participação de Rui Moura na harmónica. “La Ratterica” é um pequeno instrumental de guitarra acústica, que respira afecto. O guitarrista Pedro Guitas tem um desempenho de qualidade, dominando boa parte das músicas com riffs rasgados e alguns solos sóbrios mas virtuosos. “Waiting for an Angel” é uma música mais “angélica” com teclados como som de fundo, tocados por mais um convidado – Pedro Moura. Também evidencia o trabalho do baixista. Com ritmos ponderados e um baterista despretensioso, mas equilibrado, o instrumental é coeso. No fundo, “The Fire” é um álbum harmonioso, cuja produção é de elevado nível, tendo em conta o ano de edição. Mas esse era já um dado adquirido, sempre que Luis Barros controlava o som final nos seus Rec N’Roll.


Os The Fire foram mais uma promessa do Hard Rock nacional. Lançaram mais dois álbuns após esta primeria edição, sendo o último de 2005. Desde então não se sabe se alguma vez voltarão a juntar esforços e lançar algum novo trabalho. Hoje em dia é difícil encontar informação sobre a banda. Seria meritório um maior espaço de exposição para um projeto que teve a capacidade de juntar imensos fãs em diversos concertos ao longo dos anos de existência. Que teve o talento para criar obras de qualidade. E que tinha a humildade de assumir o Rock sem preconceitos para afirmar esse talento. É pena que o campo de ação para bandas deste género tenha sido sempre limitado em Portugal.


Foto: “DR”


Músicos (da esquerda para a direita)

Pedro Guitas - Guitarras

Rui Kid - Voz

Arthur Lee George - Bateria

António Resende - Baixo



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