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  • Foto do escritorDuarte Dionísio

Drakkar - “Mostrengo”

Atualizado: 28 de jan. de 2021

Adamastor era um metaleiro

Drakkar (Portugal) - “Mostrengo”

Lançamento: 2019

Sonoridade: Heavy Metal, Power Metal

Editora: Chaosphere Recordings, CHAOSCP030 e Metal’s Alliance

Produção: Drakkar

Capa: Pedro Arroja

Formato: CD

Lista de músicas:

1 - Drakkar

2 - The Silent Song

3 - Time to Fight

4 - Vitória

5 - Frozen Tears

6 - O Mostrengo

7 - Live Life

8 - Vingança do Dragão

Quando estamos sozinhos num espaço e sentimos uma presença, mas não está ninguém connosco, atribuímos essa sensação a algo sobrenatural. Pensamos que um espírito vagueia pelo ar, tentando resolver os seus pecados terrenos, para entrar noutra dimensão em paz. Sempre senti os Drakkar dessa forma. Ouvia falar, sabia que eram uma banda da Margem Sul, sentia a presença, mas não conhecia o som. Falha minha! A verdade é que existem desde 1990 e gravaram diversas demos por essa altura. No entanto, foi necessário esperar quase 30 anos para que finalmente fosse editado o primeiro álbum intitulado “Mostrengo”. Este mostrengo talvez seja aquela entidade sobrenatural, que atormentou o meu pensamento, mas que só agora se revelou de corpo inteiro. Mais vale tarde que nunca, lá diz o ditado popular. E ainda bem que se revelou neste mundo terreno e não noutro paralelo e quiçá etéreo. Mas “Mostrengo” não deixa de ser um ente temível. Tal como na época dos descobrimentos os navegadores tiveram de enfrentar o desconhecido, ao passar pelo Cabo das Tormentas, também os Drakkar tiveram de enfrentar uma carreira de esforço e entrega para se manterem ativos e a navegar pelos mares turbulentos do Heavy Metal.

O álbum é uma afirmação da alma guerreira Portuguesa, se atentarmos no conceito lírico de temas como “Time to Fight”, “Vitória”, “O Mostrengo”, “Vingança do Dragão”. Mas também a mensagem positiva de “Live Life” e a auto análise de “Drakkar” são esclarecedoras e demonstrativas da resiliência da banda. A mistura de alguma fantasia com vivências terrenas oferece uma fusão entre o épico e o mundano, sem perder eloquência, muito ao estilo dos Tarantula. Aliás os veteranos do Heavy Metal nacional são certamente uma referência, aos quais se juntam os Iron Maiden e os Helloween. O pendor nacional está refletido nas músicas cantadas em Português, que fazem lembrar os primórdios do Rock pesado por terras lusas. “Mostrengo” pode muito bem ser uma homenagem aos homens de aço que sempre lutaram por um país mais forte, quer seja nos mares, na terra, no ar ou com o ferro forjado no fogo do Heavy Metal. Musicalmente, ouvimos todos os clichés das sonoridades Heavy Metal com trejeitos Power Metal. Voz limpa, com muitas notas agudas, num timbre algo neutro fazendo utilização frequente de vibrato. Guitarras a explorar acordes aventureiros e ritmos marcantes ou em diálogo harmónico como no solo de “Live Life”, sem esquecer os solos bem desenhados. Secção rítmica irrequieta, mas coesa, com um baixo possante e uma bateria com um som algo sintético, aliás este é um aspeto que atravessa o álbum. Curiosa a referência a Quorthon no tema “Frozen Tears”, com um baixo arrojado e bombos a metralhar. A audição do CD traz uma surpresa, quando descobrimos a troca na ordem de músicas, relativamente ao que é indicado na contracapa. “Mostrengo” é musicalmente interessante, deixando em aberto um futuro que se espera mais proficiente.


Foto: João Moura

Músicos (da esquerda para a direita):

Nelson Silva - Guitarras

Paulo Santos - Bateria

Pedro Arroja - Voz

Pedro Pinto - Guitarras

Alexandre Duarte - Baixo


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