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  • Foto do escritorDuarte Dionísio

Casablanca - “Tanto”

Atualizado: 27 de jan. de 2021

Tanto trabalho. Até que enfim!

Casablanca - “Tanto”

Lançamento: 1990

Sonoridade: Hard Rock, Hard FM, Heavy Metal

Editora: “Edição de Autor”, distribuição por H.M.Z.P.

Produção: Manuel Cardoso

Capa: João Vicente

Formato: Vinil LP 12”

Lista de músicas:

A1 - Lá te Vejo

A2 - Sempre Foi Assim

A3 - E que Mais é que Eu Faria

A4 - (Tudo) Ver pra Crer

B1 - Perfeição

B2 - Tanto

B3 - O Encanto

B4 - Por Mim (Tudo o que Eu Quiser)

Músicas de curta duração, incisivas, com fortes refrões, composições Rock com harmonias inteligíveis e com arranjos certeiros, sem complexidades. É assim “Tanto”, o primeiro álbum dos Casablanca. Nele, a banda recorre ao Português para escrever as líricas cantadas por Paulo Silva num registo melódico, aqui e ali com gritos típicos do Heavy Metal, como em “Sempre Foi Assim”. Destacam-se os solos de guitarra, que em determinados momentos têm uma sonoridade a fazer lembrar Eddie Van Halen (R.I.P.), como por exemplo em “Perfeição”. Baixo e bateria cumprem a função com sobriedade. Esta edição de 1990 mostra uma banda coesa e empenhada em compor músicas que facilmente podiam ser hits. “(Tudo) Ver pra Crer” e “Por Mim (Tudo o que Eu Quiser)” são temas um pouco mais soturnos, com acordes mais pesados e densos. O álbum tem uma sonoridade Hard Rock com 8 temas e menos de 25 minutos de duração, editado pela própria banda e distribuído pelo fã clube H.M.Z.P. (Heavy Metal Zombies Paranoid). A produção ficou a cargo de Manuel Cardoso e o resultado foi um som limpo e polido, onde ficou a faltar mais profundidade e pujança. No entanto, os instrumentos respiram e encontram espaço para se mostrarem, com destaque para a voz na mistura final.

A banda da Amadora adotou o nome Casablanca depois de 6 anos como Valium, que se formaram em 1982. Com o legado de uma das primeiras bandas de Rock pesado em Portugal, os Casablanca tiveram diversas mudanças na formação, mantendo o núcleo duro com os três irmãos Figueira - João, José e Jorge. Persistindo na sua autonomia e relativa independência, mantiveram-se no ativo durante bastantes anos. Sem terem conseguido sucesso evidente, são merecedores de respeito, quer por fazerem parte do número restrito de pioneiros, quer pela intransigência quanto à qualidade. “Tanto” exibe a expressão “Até que enfim!” na contracapa, o que poderia muito bem ser o título do álbum. Foi apenas um desabafo representativo da dificuldade que era a edição de música há (só) 30 anos atrás. Vale a pena ouvir e pensar como eram as bandas nos anos 80.


Foto: “DR”

Músicos (da esquerda para a direita)

João Figueira - Guitarras

Rui Dâmaso - Bateria

Jorge Figueira - Guitarras, Vozes e Teclados

José Figueira - Baixo

Paulo Silva - Voz


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